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 Crônicas Primordiais – O início do Vendaval.#1
Vento Celestial
Posted: Sep 11 2007, 01:47 PM


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Tô postando o primeiro capítulo de uma história de 10 capítulos...Se vcs gostarem eu posto até o fim e tbm as demais séries...

Boa leitura.

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Crônicas Primordiais – O início do Vendaval. Capítulo 1.

O Guerreiro Nimbus, Vento Celestial está no timão de sua Nau Aérea. o vento toca suavemente sua face e ele se deixa levar pelas lembranças de como tudo começou...

XXX

- Vocês finalmente alcançaram o último estágio antes de se formarem como verdadeiros Guerreiros do Céu.
A honra que vocês receberam ao final dessa nova etapa em suas vidas é...

Enquanto o diretor da academia continuava seu discurso de boas vindas, Ruan Sturten sentia um misto de alegria e apreensão, afinal ele estava a um passo de realizar o sonho de seu pai, mas ao mesmo tempo ainda não se sentia seguro de que era realmente essa a sua própria vontade.

Mal tinha saído da infância e seu pai se preparava para mandá-lo estudar na Academia Aeriun. Nos anos seguintes sempre que podiam estavam treinando, seja em sua vila, próxima de Serenidade, a principal cidade da Ilha da Brisa Suave, ou nas terras dos anões e nas florestas dos elfos.

Aos poucos ele começou a se interessar pelas disciplinas dos Guerreiros do Céu, a honra de nunca abandonar um companheiro, o respeito pela vida, e o principal: a batalha para enfrentar os medos interiores. Ele precisaria muito disso, afinal por qual outra razão alguém como ele entraria na Aeriun?

Alguém com medo de alturas...

A vergonha que ele sentia era enorme. Uma pessoa que mora numa ilha flutuante e que não conseguia nem subir uma escada de cinco degraus sem sentir vertigem? Era algo que ele não contaria a ninguém...Só mesmo para Vénië.

A voz do diretor ia cada vez mais longe conforme as memórias tomavam a mente do rapaz. Vénië sempre trazia uma alegria incomum. A bela elfa o acompanhava durante os treinos na Floresta da Virtude, chamada pelos elfos de Floresta das Nuvens Eternas e quando ele perguntou o porque desse nome ela simplesmente sorriu, um sorriso lindo, e disse:

- Como você é bobo, é claro que é porque as árvores mais altas daqui alcançam as nuvens que parecem nunca se desfazer...

E ela ria com o riso de uma criança, mas mesmo percebendo o óbvio interesse dela, ele não conseguiu corresponder ao sentimento que ela oferecia. Desse modo quando seu pai avisou que eles iam embora para uma temporada de treino das minas de Rustar, ele sentiu menos tristeza do que se esperava. Vénië, porém prometeu que um dia eles iriam se reencontrar.

No momento em que se lembrou de Rustar, ele começou a sentir a dor de seu acidente e por impulso levou a mão para seu peito, no momento em que a voz do diretor parecia muito mais próxima.

Uma mão tocou seu ombro e o tirou de seu devaneio quando ele percebeu que Feston, o diretor e maior de todos os Guerreiros do Céu, estava a seu lado:

- E vocês aprenderão, eu espero, que a atenção e concentração serão cruciais para que vocês possam se tornar guerreiros completos.

Ruan sentiu o rubor em seu rosto crescer de forma absurda, tanto quanto os risos ao seu redor. Com uma mesura ele pediu desculpas ao diretor. Este voltou para o palanque onde estava a alguns momentos atrás e pediu para que os alunos se dispersassem e começassem a se organizar para o começo das aulas no dia seguinte.

As horas passavam de modo rápido. Primeiro ele entrou num grande salão cujo portão era guardado por duas estátuas que exibiam o altivo uniforme dos Guerreiros Celestiais. Ele ia receber sua roupa de treinamento, uma versão mais simples do uniforme tradicional, mas nas cores vermelho, negro e dourado. Foi difícil de encontrar algo de seu tamanho, ainda mais tendo vários outros alunos com a mesma difícil missão.

Depois disso ele foi para a sala das armas, onde recebeu sua espada e seu escudo, esses ele usaria por toda a sua vida e por causa disso, ele teve que jurar que jamais as usaria de modo leviano. Em seguida ele passou por outras salas pegando livros, pergaminhos e diversos outros materiais que ele utilizaria pelos próximos anos.

Ele seguiu, então, pelo o caminho indicado para chegar ao seu dormitório. Vários esbarrões depois ele finalmente alcançou a porta que dava para seu quarto, onde acreditava que teria um pouco de paz. Doce ilusão, pois assim que entrou ele levou um empurrão na altura da boca do estômago que o fez cair e espalhar suas coisas.

- EEEEEIIIIIII!!!!!!!! Que inferno!!!!

Um anão tirava as botas de Ruan da cabeça e continuava a praguejar. Algo sobre ser um absurdo uma anã querer ser guerreira. Enquanto o jovem tentava reunir seus pertences ele caiu novamente, pois um homem, vestido com a roupa padrão dos Guerreiros do Céu entrava:

- Pegue suas coisa logo novato - E se voltando para o anão - E você? Qual o problema?

- Uma anã nunca poderá ser uma guerreira! Será que só eu sei disso?

- Só. - Ruan percebeu uma pequena mulher saltar da cama onde estava - São por causa de homens como você que nosso povo não consegue avançar...

- Já chega!!!! Prestem atenção todos vocês, pois só irei dizer isso uma vez.

Nesse momento Ruan conseguiu ver quase todos que estavam no quarto: um elfo ruivo sentado no batente da janela, o casal de anões, sendo separados pelo instrutor e uma mulher humana de cabelos negros sentada em outra cama. Ele também reparou em como era o quarto propriamente dito, haviam seis camas dispostas paralelamente e com mesas entre elas, duas janelas iluminavam o ambiente e uma porta interna provavelmente levaria para um banheiro. Ele viu tudo isso num breve momento e para não levar outra bronca, prestou atenção nas palavras do instrutor:

- Um dos principais preceitos da academia é que os Ventos de Washun tocam a todos sem distinção de raça ou sexo. Este é seu grupo de combate. Um dia suas vidas estarão nas mãos uns dos outros e, portanto, devem aprender desde já a se respeitar. Dessa atitude dependerá sua formação aqui em Aeriun. Portanto é melhor se adaptarem ou desistirem.

E, sem dar chance de réplica, ele saiu tão rápido quanto entrou. Dessa vez Ruan conseguiu se esquivar, mas quando se virou para a porta se surpreendeu ao ver uma velha amiga:

- Eu não falei que a gente ia se encontrar de novo? - E o rapaz jogou suas coisas no chão pouco antes da bela elfa o envolver num longo beijo.

CONTINUA...
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Eltor Macnol
Posted: Sep 11 2007, 03:30 PM


Death by Snu-Snu!
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Melhor postar no nosso novo lar, Vento Celestial!

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